2.27.2011

Parte 6 - II


No meio do caminho , deparo comigo no ponto de partida , onde as lágrimas e a dor eram tudo aquilo o que me fazia companhia , tanto nas noites com insónias como nos dias sem alegria . Olho para ti e vejo realmente que voltas-te a afastar-te de mim , foges e evitas-me tal e qual como fazias à uns tempos atrás . Ligo-te , e não atendes , terei de tomar outro partido para te ver .
A caminho de tua casa , olho para o telemóvel meio hesitante com o facto de o fazer ou não , mas decido mandar-te uma mensagem " onde estás ? " .
Como sempre , poderiam passar horas e dias que nunca irias responder .
Toco a campainha , e por incrivél que pareça , abres-me a porta .
- O que estás aqui a fazer? Não combinamos nada .
- Eu sei , mas não estamos juntos a muito tempo e tu nem me responder as chamadas. Acho que precisamos de falar .
- Entra.
Dizendo isto , vê-se estampado no seu rosto o quão aborrecido estava com aquilo, mas nem sequer ligo , não aguento isto , não mais . Entrando no seu quarto .
- Está tudo na mesma . Voltas-te a por-me de parte , voltamos ao meu de sempre . Tu sempre feliz com os teus e eu a fingir que estou bem com os meus. Estou farta , não queres saber de mim , como nunca quises-te aliás .
- Isso não é verdade , simplesmente não tem calhado . Eu quero saber de ti !
- Não , não queres . Realmente nem já acredito que continues a amar-me..
- Eu amo-te sim . Mas a culpa também não é só minha, estás sempre com essas tuas birrinhas , e eu não tenho de estar sempre contigo , já estamos tempo suficiente juntos .
- O quê ? 30 minutos por dia chega-te para estares comigo ?
Um grande silêncio se segue depois de dito isto . As lágrimas já amotoadas no cantinho do olho , começam a querer cair , e não sei quanto mais as conseguirei aguentar.

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